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ToggleCuritiba, 16 de setembro de 2025, escrito por Gilson Rodrigues. Colocar piercing vai muito além de estilo: envolve escolha consciente, cuidado com a saúde e atenção ao processo de cicatrização. Quem decide colocar piercing precisa entender onde aplicar, como cuidar e quais riscos podem surgir para evitar complicações. Essa decisão se conecta ao mesmo universo de quem busca uma tatuagem no braço, uma tatuagem no pescoço ou até uma tatuagem feminina delicada, já que ambos são formas de expressão corporal que pedem responsabilidade.
Hoje, os locais mais procurados incluem piercing na orelha, piercing no nariz, piercing no umbigo e até opções mais ousadas como piercing no mamilo ou piercing no peito. Assim como acontece com uma tatuagem nas costas ou uma tatuagem no antebraço, cada escolha carrega um nível de dor, riscos e cuidados específicos. Quem avalia tendências também encontra estilos modernos, como o piercing helix, piercing tragus e piercing conch, que se destacam no body piercing atual.
Para quem deseja se aprofundar nesse universo, a Visão Tattoo oferece informações completas sobre tatuagem e piercing, ajudando a escolher entre diferentes estilos, como tatuagem de casal, tatuagem na mão ou até uma tatuagem borboleta. Assim, fica mais fácil decidir se a próxima mudança será um piercing no umbigo, uma tatuagem no peito ou até uma tatuagem na perna, sempre com segurança e estilo.

O uso de piercings é muito antigo e remonta a milhares de anos. Povos indígenas, egípcios e outras culturas já utilizavam adornos corporais como parte de rituais, símbolos de status ou práticas religiosas. Em algumas tribos, o tamanho e o local do piercing indicavam posição social ou maturidade.
No Egito Antigo, por exemplo, registros mostram que membros da realeza usavam piercings no umbigo. Já em culturas africanas e asiáticas, a perfuração em orelhas e nariz tinha valor espiritual e social. Essas práticas não eram apenas estéticas, mas carregavam significados profundos ligados à identidade coletiva.
Com o tempo, o piercing passou a ser adotado em diferentes sociedades modernas. A partir da segunda metade do século XX, ganhou força como forma de expressão individual, especialmente em movimentos de contracultura. Hoje, é visto tanto como tradição quanto como moda.
As razões para colocar um piercing variam entre pessoas e contextos. Muitos escolhem por estética, buscando destacar traços do rosto ou do corpo com uma joia discreta ou chamativa. Outros veem no piercing uma forma de identidade pessoal e estilo.
Há também motivações culturais e religiosas. Em algumas comunidades, o piercing ainda mantém valor simbólico, sendo parte de rituais de passagem ou tradições familiares. Em outros casos, ele pode representar pertencimento a um grupo social específico.
Além disso, algumas pessoas buscam o piercing como experiência pessoal, associando a perfuração ao desafio, à coragem ou a um marco de vida. Independentemente da motivação, recomenda-se sempre realizar o procedimento em ambiente seguro, com materiais esterilizados e profissionais qualificados.

A orelha é o local mais popular para perfurações, oferecendo várias opções de estilo. Além do lóbulo, que cicatriza mais rápido e dói pouco, existem áreas como a cartilagem, tragus, hélix e concha.
O tempo de cicatrização varia. No lóbulo, costuma levar de 6 a 8 semanas. Já na cartilagem, pode chegar a 6 meses ou mais. Perfurações na cartilagem exigem maior atenção, pois a área tem menos irrigação sanguínea, aumentando o risco de inflamação.
Entre os estilos mais comuns estão:
Esse tipo de piercing é versátil e permite o uso de diferentes joias, como argolas, studs e barbells.
O piercing no nariz é um dos mais tradicionais e pode ser colocado em diferentes pontos. Os locais mais comuns são a narina lateral e o septo.
A perfuração na narina costuma cicatrizar em 2 a 4 meses. Já o septo pode levar de 6 a 8 meses, dependendo dos cuidados. Ambos exigem limpeza diária com solução salina e evitar manipulação com as mãos.
Os modelos de joias mais usados incluem:
Esse piercing é bastante visível e pode ser ajustado ao estilo pessoal. No caso do septo, é possível usar joias discretas que podem ser escondidas quando necessário.
Perfurações na boca incluem o lábio, o lábio superior (monroe ou medusa) e a língua. Cada local tem características próprias e exige atenção especial à higiene.
O tempo de cicatrização varia de 4 a 8 semanas, mas pode se estender dependendo do local. Durante esse período, é importante evitar álcool, cigarro e alimentos muito ácidos ou apimentados.
Alguns tipos comuns são:
Esses piercings demandam cuidados extras, já que a boca abriga muitas bactérias. Escovação adequada, enxaguante sem álcool e acompanhamento profissional reduzem riscos de infecção.
A colocação de um piercing exige atenção à higiene, ao conhecimento técnico e ao uso de materiais adequados. A escolha de quem aplica, o tipo de joia e o ambiente onde o procedimento acontece influenciam diretamente na cicatrização e na prevenção de infecções.
O profissional deve ter experiência comprovada em aplicação de piercings. Estúdios sérios mantêm certificações visíveis e seguem normas de biossegurança.
Ele deve trabalhar em um ambiente limpo, iluminado e organizado. O uso de luvas descartáveis, máscaras e instrumentais esterilizados é obrigatório.
Buscar referências ajuda a avaliar a reputação do profissional. Comentários de clientes anteriores, portfólios de trabalhos e até recomendações médicas podem indicar se o local é confiável.
Evitar procedimentos feitos em casa ou por pessoas sem treinamento reduz riscos de inflamação, má cicatrização e até transmissão de doenças.
A joia inicial deve ser feita de materiais que reduzam a chance de alergias e rejeição. Os mais indicados são:
Metais como níquel ou ligas de baixa qualidade podem causar irritação. É importante confirmar a procedência da joia antes da aplicação.
Além da joia, o estúdio deve usar equipamentos esterilizados em autoclave. Agulhas descartáveis são preferíveis, pois garantem maior segurança.
Produtos de limpeza como álcool 70% e solução antisséptica devem estar disponíveis para higienizar a pele antes da perfuração.
O procedimento começa com a limpeza da área escolhida. O profissional marca o ponto exato da perfuração com caneta estéril, garantindo simetria e precisão.
Em seguida, utiliza uma agulha estéril de uso único. Pinças específicas podem auxiliar na fixação da pele durante a perfuração.
A joia é inserida logo após a passagem da agulha. O profissional deve verificar se o encaixe está firme, sem causar pressão excessiva.
Após a aplicação, orientações de cuidados imediatos são passadas, como evitar contato com sujeira, não manipular a joia com as mãos sujas e higienizar a área com solução apropriada.
O piercing precisa de atenção constante para evitar infecções, reduzir riscos de rejeição e garantir que a cicatrização aconteça de forma adequada. A forma de limpar, o tempo de cicatrização e até os hábitos diários influenciam diretamente no resultado final.
Nos primeiros dias, a prioridade é manter o local limpo e protegido. A higiene deve ser feita com solução salina ou soro fisiológico, duas a três vezes por dia. O uso de álcool, água oxigenada, iodo ou pomadas não é indicado, pois pode irritar a pele e atrasar a cicatrização.
É importante lavar bem as mãos antes de tocar no piercing. Movimentar a joia deve ser evitado, já que isso pode causar microlesões e abrir espaço para bactérias.
Durante esse período, o contato com piscinas, mar e sauna deve ser suspenso. Esses ambientes contêm microrganismos que aumentam o risco de infecção.
Outro ponto essencial é observar sinais de alerta, como vermelhidão intensa, secreção amarelada ou dor persistente. Caso surjam, a pessoa deve procurar um profissional de saúde.
A cicatrização do piercing pode variar de semanas a meses, dependendo da região do corpo. Orelha e nariz geralmente cicatrizam mais rápido, enquanto umbigo e cartilagem exigem mais tempo.
Durante todo esse processo, a limpeza deve continuar regularmente. Reduzir a frequência só é recomendado após orientação profissional.
O uso de joias de boa qualidade, como aço cirúrgico, titânio ou ouro, ajuda a evitar alergias e rejeições. Materiais de baixa qualidade podem causar inflamações e dificultar a cicatrização.
Trocar a joia antes do tempo pode prejudicar o processo. Só deve ser feito quando o local estiver cicatrizado ou sob orientação do body piercer.
Alguns hábitos diários podem influenciar na recuperação. Evitar cigarro e consumo excessivo de álcool ajuda o corpo a cicatrizar melhor.
Alimentos muito apimentados, ácidos ou gordurosos podem causar desconforto em piercings na boca ou língua. Nesses casos, é indicado preferir comidas mais leves nos primeiros dias.
Boas noites de sono e hidratação adequada também favorecem a cicatrização. O corpo precisa de energia e equilíbrio para reparar o tecido perfurado.
É recomendado não dormir sobre o piercing recém-colocado, principalmente em regiões como orelha. A pressão constante pode causar dor, inchaço e até deslocar a joia.
O processo de perfuração pode causar dor em diferentes níveis, dependendo da região escolhida. Além do desconforto imediato, também existem riscos de infecção, rejeição e complicações em pessoas com certas condições de saúde.
A dor varia de acordo com a espessura da pele, presença de cartilagem e concentração de terminações nervosas. Perfurações em áreas com mais cartilagem, como a orelha superior ou o septo nasal, costumam ser mais doloridas do que em regiões mais macias.
Na prática, piercings no lóbulo da orelha e na sobrancelha estão entre os menos dolorosos. Já o piercing no nariz, especialmente no septo, pode gerar dor moderada a intensa.
Algumas áreas, como língua e lábios, causam dor momentânea, mas cicatrizam rápido. Outras, como umbigo e cartilagem da orelha, podem incomodar por semanas devido à cicatrização lenta.
A tabela abaixo resume a percepção de dor em diferentes locais:
| Região | Nível de dor (aprox.) | Observações |
|---|---|---|
| Lóbulo da orelha | Baixo | Cicatrização rápida |
| Nariz (asa) | Médio | Pode inchar facilmente |
| Septo nasal | Médio a alto | Dor forte no momento da perfuração |
| Língua | Médio | Inchaço inicial comum |
| Umbigo | Médio | Cicatrização lenta |
| Cartilagem da orelha | Alto | Maior risco de inflamação |
Apesar de ser um procedimento simples, o piercing pode trazer riscos. A complicação mais comum é a infecção bacteriana, causada por falta de higiene ou instrumentos mal esterilizados. Vermelhidão, dor persistente e secreção de pus são sinais de alerta.
Outra complicação é a rejeição, quando o corpo empurra a joia para fora, principalmente em regiões com pouca espessura de pele. O umbigo e a sobrancelha apresentam maior chance desse problema.
Também há risco de queloides ou cicatrizes hipertróficas, que podem se formar em pessoas predispostas. Em casos mais graves, materiais contaminados podem transmitir doenças como hepatite B ou C, se não houver esterilização adequada.
Piercings orais, como na língua ou lábio, podem causar danos aos dentes e gengivas. Já o piercing no nariz pode dificultar a respiração em caso de inflamação intensa.
Nem todas as pessoas podem colocar piercing com segurança. Indivíduos com diabetes descontrolada, doenças autoimunes ou problemas de coagulação têm maior risco de complicações.
Grávidas devem evitar o procedimento, já que a cicatrização pode ser mais lenta e há risco de infecção que pode afetar a saúde da mãe e do bebê.
Quem tem histórico de alergia a metais, especialmente ao níquel, deve escolher joias de titânio, aço cirúrgico ou ouro para evitar reações.
Outra contraindicação é em pessoas com tendência a formar queloides. Nesses casos, o piercing pode gerar cicatrizes grandes e difíceis de tratar.
Se a pessoa estiver com infecção ativa na pele ou em tratamento com medicamentos imunossupressores, o ideal é adiar a perfuração até que o quadro esteja controlado.
O piercing deixou de ser apenas um acessório alternativo e hoje faz parte do dia a dia de muitas pessoas. Os estilos variam entre joias minimalistas, peças de luxo e modelos criados para destacar a individualidade de quem usa.
As joias de piercing ganharam novos materiais e acabamentos. O titânio é muito usado por ser leve, resistente e hipoalergênico. O aço cirúrgico continua popular, mas quem busca mais sofisticação opta por peças em ouro 18k ou com pedras naturais.
O design também evoluiu. Além das tradicionais argolas e barras, há opções como piercings de pressão, que não exigem furo, e curvas anatômicas que se adaptam melhor a regiões específicas da orelha ou nariz.
Entre os estilos mais procurados estão:
Essas escolhas permitem combinar diferentes piercings sem perder a harmonia visual, criando composições que variam do discreto ao mais chamativo.
O interesse por piercings personalizados cresce entre quem deseja destacar identidade própria. Muitos estúdios oferecem joias feitas sob medida, com detalhes como iniciais gravadas, formas geométricas exclusivas ou símbolos culturais.
Além da personalização estética, o local da perfuração também se tornou parte da tendência. Piercings em pontos menos comuns, como daith, rook ou smiley (na gengiva superior), atraem quem busca diferenciação.
Outra prática é a combinação planejada de vários furos na mesma região, chamada de ear curation. Nesse estilo, cada piercing é escolhido para compor um desenho único na orelha.
Esse movimento mostra que o piercing não é apenas acessório, mas também uma forma de expressão individual ligada a escolhas conscientes de estilo.
Saiba Mais:
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Veja no estúdio: Mais um procedimento realizado com precisão e segurança
O ideal é remarcar. Com o corpo lidando com uma infecção, a cicatrização pode ficar mais lenta e você pode passar mal durante o procedimento. Espere estar bem, alimentado e descansado para colocar o piercing com mais tranquilidade.
Não é recomendado. Durante a cicatrização o furo pode fechar em pouco tempo, e recolocar a joia machuca o canal. Se precisar tirar por exame ou trabalho, peça orientação ao piercer sobre alternativas, como joias de retenção.
Nos primeiros dias, é melhor evitar, principalmente em piercings na boca, onde o álcool irrita a perfuração. Em outros locais, beba com moderação e mantenha a hidratação. Antes do procedimento, o álcool nas 24 horas anteriores também deve ser evitado.
É quando o corpo empurra a joia para fora aos poucos, e a pele sobre ela vai ficando fina. É mais comum em piercings de superfície, como microdermal e umbigo. Se notar que a joia está saindo do lugar, procure o piercer; em alguns casos é melhor retirar antes de cicatrizar mal.
Sol em excesso e água do mar ou da piscina podem irritar e contaminar a perfuração. Nas primeiras semanas, evite mar, piscina e sauna. Se for viajar para a praia, o ideal é colocar o piercing depois da viagem ou com antecedência suficiente.
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